Crianças pequenas já demonstram preconceito com aquelas acima do peso

Postado em 19/06/2018

Crianças pequenas já demonstram preconceito com aquelas acima do peso

Pesquisa mostrou que elas atribuem situações negativas a crianças mais gordinhas, como ir mal na escola e não ser convidado para festas

Um estudo da Universidade de Leeds, na Inglaterra, reuniu evidências de que mesmo crianças pequenas, que acabaram de entrar na escola, já têm preconceito em relação àquelas acima do peso. O objetivo da pesquisa era analisar as impressões das crianças em relação a três personagens: uma pessoa normal, uma com sobrepeso e uma deficiente, sentada em uma cadeira de rodas.

Mais de 100 crianças participaram da atividade. Os pesquisadores leram para elas três histórias, que tinham o mesmo enredo e ilustrações parecidas. A única diferença era o personagem principal, como mostrado na imagem abaixo.

Após ouvirem as histórias, as crianças tinham que dar sua opinião sobre alguns atributos e comportamentos dos personagens. O com sobrepeso foi classificado pela maior parte das crianças como menos capaz de ganhar uma corrida e ir bem na escola, mais triste com a própria aparência, pouco convidado para festas e mais desobediente em sala de aula. O personagem da cadeira de rodas foi mal classificado apenas no quesito "ir bem na escola" e "ser convidado para festas".

Quando perguntadas sobre com qual dos personagens elas gostariam de ter amizade, as crianças preferiram o garoto magro. Apenas um garoto, entre 43, escolheu o personagem gordinho. No caso das garotas, apenas duas escolheram aquele com sobrepeso. “Essa pesquisa confirma que as crianças mais novas já têm consciência do grande interesse da sociedade no tamanho do corpo. Ele mostra que no momento em que entram na escola, as crianças inglesas já absorveram os conceitos negativos associados aos gordos e o modo como eles são punidos socialmente”, afirmou em nota Andrew Hill, coordenador do estudo.

“Crianças demonstraram uma percepção negativa do sobrepeso que não é comum a outras condições que fogem do padrão (como a cadeira de rodas), especialmente quando se trata de rejeição social. Essas respostas são indícios precoces de uma visão aceita como típica entre crianças mais velhas e que pode motivar a vitimização dos colegas fora do peso”, concluiu Hill. A pesquisa é um alerta para os pais e seu papel em criar os filhos longe de preconceitos e estereótipos desde cedo.

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